domingo, 8 de setembro de 2013

O Dedo Fantasma.

 ...O Dedo Fantasma


Mefistófeles na forma de um chefe de sindicato, há muitos anos atrás conversou com Lula:

"Vejo em você um rapaz muito ambicioso! Isso é bom! Você quer um pacto. Ótimo! Mas, ultimamente, estou fazendo de uma forma diferentes os meus pactos".

Calmamente, Mefistófeles deu uma pigarreada e acendeu um charuto cubano. O cheiro inconfundível, aguçou o paladar de Lula.

"Têm alguns que conseguiram me trapacear. Mas fiz um estágio com o pessoal da Yakuza e notei que o método deles é muito bom". Soltando outra baforada.

"Que método? Você me dá um dedo seu e ao final do processo todo, eu lhe restituo esse dedo. Pode escolher qual deles quiser. Veja bem! Quanto mais importante um dedo, mais rápido você haverá o que deseja. Ou seja, se for o dedo mínimo você terá o mínimo do contrato. Você decide."

O contrato foi assinado com o sangue do dedo cortado de Lula.
Tempos mais tarde quando Lula já então presidente, o dedo fantasma começou a rondar a mão de lula.
Em simples gestos como o de contar com os dedos, Lula usava o dedo fantasma dele como se existisse.
Outro gesto estranho, Lula apontava as coisas não com seu dedo indicador, mas com o dedo fantasma. Fazia o gesto de coçar o ouvido com o dedo fantasma, não satisfeito, ainda cheirava a possível cera do ouvido que o dedo fantasma teria pegado.
As pessoas começaram a perceber e pior, a imprensa logo notou.
Mefistófeles estava querendo devolver o dedo. Mandou o recado através de José Dirceu.

"O processo esta chegando ao seu inexorável fim."

"Do que é que você esta falando Zé? Que porra de palavreado difícil cê tá usando?"

“Lembra do Barbudo?”

“O Tchê ou o Fidel? O Fidel estive com ele na semana passada e já discutimos alguns passos a serem tomados, ele falou sobre a exportação de médicos cubanos. Eu achei estranho mas tudo bem.”

"Não é deste barbudo que eu estou me referindo. É outro.”  Disse José Dirceu com cara de terror.

“Zé! Cê tá me assustando."

"O camarada Mefisto me mandou lhe avisar."

"Quem é esse?"

"Ah! Lula! Não vem com essa não. E esse seu dedo fantasma se mexendo?"

"Você pode ver?"

"Claro! Todos os que pactuaram podem."

"Mas do que você esta falando desse tal de 'inequissoravel' ?"

"Ele te prometeu o poder. Você o têm. Ele te prometeu riquezas e fortunas, fama e celebridade. Você as tem. Agora esta na hora de você pagar o que deve. Você será assim como eu um instrumento dos desejos Dele. Se você não pagar, seu dedo não voltará e tudo o que você conseguiu vai acabar, fama, fortuna, celebridade. A roda da fortuna vai ser virada para baixo. É isso que você quer?"

“Besteira! Você sabe que eu sou capaz de dar nó em pingo d`água!”

“Lula! A gente se conhece já há um bom tempo! Não foi por acaso que a gente se encontrou. Ele é que desata os nós dos pingos d`água.”

“Mas e você? Como é que você fez?”

“Depois que Ele te conheceu, viu que você tinha um belo potencial. Eu subi no escalão. Agora eu o ajudo na coleta das almas. E agora você tem de honrar o seu pacto.”

“Como?”

“Ele te restitui o dedo e continua do jeito que as coisas estão indo desde que você consiga para ele umas seiscentas e sessenta e seis almas.”

“O quê? Tudo isso? Eu vou ter de ficar trabalhando pra ele agora? Manda ele pra PQP! Eu sou o Presidente aqui! Eu que mando!"

"Ele mandou avisar que viu um potencial muito grande em você e por isso investiu muito em você."

"Maldito! Desgraçado Filho da puta! Se ele tivesse investido muito em mim teria ganhado a eleição contra o Collor!"

"Pois é. Ele sabia que iria falar isso e mandou dizer que o Collor pagou mais caro do que você com este dedinho."

"Pois manda dizer para ele ir para o inferno! Ele que venha falar comigo pessoalmente. Sou o Presidente!"

"Mas não por muito tempo meu Caro Presidente. Se continuar assim, você não vira o ano."

Lula coçava a barba a todo instante. O Zé tinha razão. As coisas andavam mal e mais dia menos dia a roda da fortuna iria girar.

"Manda ele vir falar comigo."

Dois dias depois numa noite de lua minguante, entra no Palácio do Planalto uma mulher de baixa estatura, cabelos curtos, andar duro, vestida com calças pretas e casaquinho vermelho.
Ela bate na porta do gabinete presidencial.
Lula estranha, pois sempre são anunciados os visitantes.

"Pode entrar.”

Lula se espantou ao ver Dilma

"Que é que você esta fazendo aqui? Não te chamei."


"Chamou sim. Como vai seu dedinho fantasma?"
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